quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

re(mar)

você me convenceu a entrar: eu, que sempre desconfiei de tudo, duvidei de tudo, resolvi entrar; nesse barquinho tão pequeno, que me mostrou águas que jamais naveguei; 
você me convenceu a entrar: disse que esse passeio seria legal e que estava disposto a remar o quanto fosse preciso. 
você me convenceu a entrar: mesmo com as tempestades pelo caminho; mesmo com a ressaca dos mares. 
você me convenceu a entrar: e eu fui, mergulhei de cabeça nesse passeio, aproveitei cada segundo.
só que você desistiu, abandonou o barquinho no meio do trajeto, sem porquês. 
e eu, tive que aprender a remar sozinha, a consertar cada buraquinho que insistia em me afundar. 

você me convenceu a entrar, mesmo sem a certeza de que iria navegar. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

dos medos que me assombram

e mais uma vez está difícil recomeçar, difícil demais fingir que nada aconteceu e deixar pra lá.
eu tento ser uma pessoa otimista, que consegue enxergar as coisas boas da vida mas anda tão difícil.
queria só entender o que se passa comigo, por quê a história se repete inúmeras vezes. eu to cansando de ser sempre o step, sempre o quebra galho dos outros.
até quando só receberei migalhas por aí?

eu não achava que dessa vez fosse diferente, eu juro que não.
mas algo no meu lado otimista insistia em acreditar que sim, era diferente dessa vez.
e olha só o que aconteceu... um mar de decepções novamente.... inacreditável.


e mais uma vez o meu pior lado vem a tona, de mansinho ele veio ficando e agora já está aqui sem previsão de partir.

bem vinda insegurança, preparo um café ou preparo minha vida?



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

como das outras vezes,  a gente se prepara para o dia
em que vestir a roupa mais bonita significa
um montão de borboletas na barriga

como das outras vezes, eu achei que seria especial
afinal, onde mesmo eu iria achar alguém tão fenomenal?
mas olha só, cá estou eu, descobrindo que de especial nadas tinhas.

não era pra ser, tento me consolar
o que tiver que ser, será!
mania esta de querer enxergar só coisas boas de quem não presta

no fim, tu eras apenas um belo sonho que tentei transformar em realidade
foi bom enquanto durou.
mas só assim percebi, que era flor demais para um espinho como tu.


domingo, 12 de fevereiro de 2017

domingos são dias difíceis para lidar com minha própria mente.
tem horas que me vejo desesperadamente angustiada sem razão alguma.
controlar a mente em dias dominicais tem se tornando um grande desafio.

aí que eu me pergunto: onde foi que tudo começou a desmoronar?
onde foi que eu me tornei uma pessoa insegura, cheia de medos?

um  tanto de perguntas, um outro tanto sem respostas.


angústias.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

das insignificâncias que me assombram

mais uma vez, mais uma foto, mais uma visualização. 
queria tando dizer que não me importo mais, que pra mim tanto faz...

mas é só saber que novamente houve o encontro, meu coração se aperta e fica pequeninho, pequeninho....

até quando eu vou achar que a gente combina tanto? que na verdade tínhamos tudo para dar certo?

difícil aceitar que tem coisas que não são pra ser, e que o melhor a fazer é deixar pra lá.

recomeçar... again, again and again. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

mania feia essa minha de dar importância a quem não merece.
tão intensa e tão mal interpretada.

mudança de atitude requer mudança de pensamento.
e, mais uma vez, preciso repensar em tudo o que eu sou e tudo o que deveria ser.

mania besta de ficar culpado o passado daquilo que é presente 
são escolhas, apenas escolhas. 

o tempo já foi. não adianta mais 



reflexões de uma manhã chuvosa

mais uma dia, mais uma tentativa de provar a mim mesma que não foi minha culpa.
começo a divagar e escuto novamente aquela vozinha mental que insiste em repetir meus piores medos e todas as aflições que deles derivam.
não quero acreditar que mais um vez fui traída pela minha própria expectativa; eu não aguento mais viver assim.
reflito.
talvez seja hora de mudar de atitude (de  verdade).
talvez seja hora de assumir o que eu verdadeiramente quero.
difícil lidar com o pânico da rejeição.
mais uma vez, estou aqui,  tendo que lidar com meus próprios medos.
resta saber: até quando?